Cherchez La Femme
2026 •
Romance
• Ukbar Filmes
António Cunha Telles
Portugal
Na viragem do séc. XIX para o séc. XX, entre Paris e Lisboa há uma corrente que não pára. É o frufru do prazer de viver, onde as ideias fervilham mas deixam-se perverter, por prazeres proibidos. Abrem-se novas teorias. Desponta o modernismo, culto da elegância intelectual. Bem ao gosto de Freud, Sá Carneiro tinha um complexo traumático da fealdade. Sempre levou muito a sério as suas próprias fantasias, poder-se-ia chamar de alucinações, com um grau de autenticidade inigualável. Quem é quem e quais são as suas motivações? Sá- Carneiro quer libertar-se das amarras do seu corpo, que não ama nem é amado. Lúcio poderá ser a sua encarnação, em belo, por quem Ricardo, poeta reconhecido, está apaixonado. À partida, este contexto vai ser favorável ao autor, que encontra um mundo, que acaricia o seu ego. É a perfeição da encarnação fantasmagórica, já expressa por Pessoa nos seus heterónimos, mas com várias dimensões de desejo, quase divino, impossível de satisfazer. A ideia simplista de A Confissão de Lúcio ser a explicação elegante da relação entre dois homossexuais, é posta em questão. O amor pode existir, entre dois ou mais seres, independentemente do seu género. O prazer não é mais pecado. A Confissão de Lúcio vai nesta corrente, onde os sentimentos estão ligados a uma relação física, que permite acariciar e possuir. Este filme será a desregulação de todas as regras aceites da narrativa, será rodado numa volúpia de olhar à Max Ophüls, se a tanto chegar o meu engenho e arte. O amor tem destas coisas, transfigura as aparências e dá aos seus protagonistas uma dimensão, um carisma que animam os sonhos durante os séculos. Neste ponto final da minha carreira, pretendo fazer um filme à glória da mulher e retomo o título sugerido pelo próprio Sá-Carneiro, CHERCHEZ LA FEMME, provavelmente correspondia à sua íntima intenção. O filme será tratado com intriga e suspense, como se, de um filme de Hitchcock se tratasse. António da Cunha Telles FICHA TÉCNICA REALIZAÇÃO António da Cunha Telles ARGUMENTO Pedro Marta Santos e Rita Benis PRODUÇÃO António da Cunha Telles e Bárbara Palla Cabral COPRODUÇÃO André Rosa de Carvalho e Luísa Lima UMA PRODUÇÃO Produções Cunha Telles DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA Luís Branquinho DIRECÇÃO DE ARTE João Torres, Miguel Inácio de Albuquerque e Paulo Oliveira DIRECÇÃO DE SOM Tiago Raposinho e Pedro Melo CASTING Patrícia Vasconcelos FIGURINOS Filipa Malho MAQUILHAGEM Margarida Simões CABELOS Fátima Vieira MONTAGEM DE IMAGEM António da Cunha Telles, André Rosa de Carvalho, Pandora da Cunha Telles COR Marco Amaral MONTAGEM DE SOM E MISTURAS Pedro Góis APOIO FINANCEIRO ICA — República Portuguesa Cultura APOIO Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema, RTP, Netflix, Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa Film Commission ELENCO LÚCIO VAZ Ângelo Rodrigues MARTA Joana Barradas RICARDO DE LOUREIRO Romeu Costa SERGIO WARGINSKI Cristóvão Campos GERVÁSIO VILA-NOVA João Cachola NARCISO DO AMARAL Vitorino de Almeida EDUARDO DANTAS Luís Filipe Rocha GOVERNANTA Teresa Coelho




